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Sepei 2017: boas-vindas, universo peixeiro e engajamento social PDF Imprimir E-mail
Ter, 05 de Setembro de 2017 16:58

Ao som da banda itajaiense Tarrafa Elétrica, os mais de mil participantes do 6º Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepei) foram recebidos no Maria’s em Itajaí. A banda apresentou composições próprias e inseriu os participantes no universo “peixeiro”, apresentou a cidade dos contêineres, a Maricota e o boi de mamão.

 

Após a apresentação, coube ao diretor-geral do Câmpus Itajaí, Carlos Alberto Souza, dar as boas-vindas aos participantes. “Esse é um momento único para o IFSC e para o Câmpus Itajaí. É quando trabalhamos a indissociabilidade entre ensino, pesquisa, extensão e inovação. Este Sepei marca também a abertura do evento para a participação da comunidade externa.”

 

A reitora do IFSC, Maria Clara Kaschny Schneider, lembrou que o Sepei é resultado de um grande esforço e do trabalho de toda uma instituição. “O Sepei é um momento para discussão e apresentação de projetos que vêm sendo desenvolvidos pelos câmpus. Enxergamos este evento como prioridade”, disse.

 

Vamos mudar o mundo?

 

A palestra de abertura do 6º Sepei contagiou os participantes. Por meio de exemplos, dinâmicas e brincadeiras, o arquiteto Edgard Gouveia Júnior convidou a todos para mudar o mundo por meio de uma rede colaborativa.

 

“Quando eu era pequeno queria salvar o mundo”, disse logo na abertura. Edgard conta que ficava sem graça quando via, ainda criança, que os adultos não estavam “cuidando de gente”. Para ele, era impossível olhar as mazelas da sociedade e ficar incólume. Aos 12 anos, conta que participou de uma gincana que envolvia toda uma cidade e a partir daí teve a ideia de usar os preceitos do jogo para promover ações sociais de impacto em comunidades.

 

“Gincana tem que ser uma missão impossível, num tempo impossível. Aí a pessoa vê e sai correndo, ela não para ponderar e todas as tarefas se realizam. Isso me motivou, aí pensei ‘E se pudesse fazer uma gincana para construir uma pracinha em uma favela?’”, conta.

 

Mas foi apenas na faculdade que começou a colocar em prática a ideia. Envolveu os colegas de sala e começou a promover gincanas para, segundo ele, “mudar o mundo”. A ideia era realizar sonhos de comunidades locais e o jogo tinha como regra ser rápido, divertido e sem colocar a mão no bolso.

Para o palestrante é a melhor maneira de engajar as pessoas. Edgard acredita que por meio de jogos e brincadeiras as pessoas tendem a se sentir mais confortáveis em encarar desafios. “Assim como no jogo, assim como na vida. Assim como na vida, assim como no jogo”, cita ele um amigo. A frase ilustra a dinâmica que o palestrante promoveu com os presentes, onde quanto mais difícil ficava a interação entre as pessoas, mais as pessoas riam e se divertiam.

 

Tragédia do Vale do Itajaí

 

A iniciativa beirava o lúdico até 2008. Nesse ano, 60 cidades de Santa Catarina sofreram com fortes chuvas que provocaram enchentes que deixaram milhares de pessoas desabrigadas. Daí, surgiu a ideia de usar os mecanismos da gincana para criar uma rede de ajuda aos atingidos pela enxurrada. Foi criado o movimento Oasis, uma plataforma virtual para juntar pessoas em prol dessa causa. Detalhe: mantendo o lema rápido, divertido e sem colocar a mão nos bolsos.

 

“Dois meses depois do desastre o Brasil foi deixando aos poucos de falar sobre a tragédia e durante um congresso da Cruz Vermelha ou soube que havia alto índice de consumo de remédios de tarja-preta, devido aos traumas causados pelas chuvas. Em dois dias elaboramos um plano e colocamos a meta: haja o que houver, temos dois meses para trazer a alegria de viver a essas cidades”, completa.

 

Por meio da internet, o Brasil inteiro foi convidado para participar e montar equipes. Havia aqueles que ficariam em casa, ajudando via redes sociais, ou que viriam até o Vale do Itajaí, e os locais. Começaram as competições entre as equipes para ver quem atraía mais pessoas, a mídia começou a dar atenção ao projeto e celebridades passaram a se engajar na causa.

 

“As caravanas chegavam de várias partes do Brasil e após dois dias de treinamento os voluntários passaram a ouvir as comunidades para ver o que lhes traria a alegria de volta. Em seis dias, 45 construções comunitárias foram erguidas. Igrejas, praças, parques, CTGs, casa na árvore, enfim, aquilo que as comunidades queriam”, explica.

 

A palestra teve transmissão da IFSCTV. Clique aqui para acompanhá-la na íntegra.

 

Por Beatrice Gonçalves e Rafael Xavier dos Passos | Jornalistas IFSC

 
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