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Debate sobre educação e diversidade encerra Simpósio de Humanidades PDF Imprimir E-mail
Sex, 01 de Setembro de 2017 17:09

Compreendendo que, mais do que respeitar as diferenças, a escola deve articular ações de combate à discriminação por etnia, cor, gênero, idioma, nacionalidade, religião, opinião ou outros motivos, a organização do II Simpósio de Humanidades programou o tema “Educação e diversidade” para a mesa de encerramento, nesta quarta-feira (30), com os professores Emerson Martins, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), e Izabel Rizzi Mação, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e com o militante dos Direitos Humanos, Jorge (Azul) Senna, que, entre outros movimentos, atua na Rede de Promotores Populares em Saúde, em Porto Alegre (RS).

 

“A diversidade é uma construção histórica, social, cultural e política”, explicou Azul, ressaltando que a educação é um direito e deve ser garantida de forma igualitária, equânime e justa para todos, mas considerando a identidade e multiplicidade cultural. “A diversidade nos provoca a educar para os direitos humanos”, completou.

 

Para professora Izabel, falar de gênero na escola é revolucionário. “O que a gente decide aprender e conhecer é o que faz com que a gente se modifique o tempo todo”, ressaltou. “Se fisicamente somos diferentes, por que não quanto à sexualidade e desejos?”, questionou.

 

Neste sentido, professor Martins destacou a necessidade de se compreender as questões de corpo, gênero, sexualidade e diversidade sexual no contexto da educação, em uma “trama” que envolva mais que as relações de ensino e aprendizagem. “A gente pensa a escola como espaço de relações de afeto”, defendeu.

 

Avaliação

 

O II Simpósio de Humanidades promoveu uma semana de intensas discussões, conversas prolongadas e muita construção coletiva no Câmpus Canoinhas do IFSC. De 28 a 30, o evento reuniu estudantes, profissionais da educação, pesquisadores, integrantes de movimentos sociais e lideranças comunitárias para debater a educação no Brasil e os desafios para a formação de sujeitos críticos. O tema geral e suas diversas ramificações foram tratados em três mesas-redondas e em vinte palestras, oficinas e minicursos.

 

Segundo a comissão organizadora, além de abordar as mediações entre o mundo do trabalho, a sociedade civil organizada e as políticas públicas para a educação, o evento se propôs a discutir o desenvolvimento regional socialmente referenciado, inclusivo e de respeito à diversidade cultural, geracional, étnica, de gênero e orientação e de relações sustentáveis com o meio ambiente.

 

Para o coordenador do Simpósio, Joel José de Souza, a comissão organizadora foi muito feliz na escolha dos temas, que foram definidos de forma coletiva e tiveram boa aceitação por parte dos participantes. “A serem questionados sobre que temas gostariam de tratar numa próxima edição, os alunos relataram que é difícil pensar temas melhores dos que os deste ano, o que prova que a comissão teve sensibilidade ao escolher os temas, analisando, no dia a dia da escola, a importância de proporcionar um espaço para debater tais temáticas”, destaca.

 

Por Liane Dani | Jornalista IFSC

 
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